Não vejo as flores

À escrivaninha. 28°C lá fora. A primavera esteve nublada e chuvosa, esta semana. Ainda assim, o clima é bem agradável. Na maior parte do tempo, os dias são de céu azul e ensolarado, embora ainda com uma brisa fria no ar.

Agradeço pela bênção desta primavera.  São muitas oportunidades de sair e respirar o ar fresco da manhã. Entretanto, sigo adiando a decisão de caminhar fora de casa. A professora de ginástica tem treinado caminhada “estacionária”, e eu me surpreendo caminhando “parada”, durante o dia. Não vejo flores e animais, não vejo as pessoas, mas lubrifico minhas juntas “crocantes”.

Esta pandemia já dura muito tempo, porém estou sobrevivendo. Ainda lavo as mãos cirurgicamente, uso máscaras ao receber os pedidos na porta, e, a maior parte do tempo, permaneço dentro de casa.

Às vezes me sinto um pouco impaciente, Então dou uma caminhada até o sacolão, em busca de frutas, legumes e verduras. Não vejo flores, só pessoas sem máscaras. E volto bem depressa.

A dose de reforço da vacina contra Covid-19 está em andamento para grupos prioritários. Provavelmente nosso reforço será em breve. Quero esperar até ver alguma garantia de que as coisas estão começando a melhorar.

Por ora, nada de restaurantes, nada de festas, nada de atividades em grupo ainda. Os convites para comemorações não param de chegar. As meninas se aventuram. Eu declino de todos. Ainda não quero aglomerar.

Estou me guardando para quando a pandemia passar. Enquanto isso, fico parte de meus dias, à escrivaninha, em frente a uma janela de onde não vejo as flores. Apenas ouço pássaros, crianças e cães em uma mistura alegre de sons.

Com meu blog, meus livros e meu café.

Foto de Quang Nguyen Vinh no Pexels

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