Escrever — uma jornada criativa e gratificante

À escrivaninha. 30°C lá fora. O céu azul limpíssimo influencia meu estado de espírito.

Tenho sentado aqui, a cada manhã — acordo cada vez mais cedo — com meu bloco de notas aberto e minha primeira xícara de café. Nos últimos meses, decidi priorizar a escrita e, em minha empolgação, iniciei um projeto para criar um romance.

Escrever é uma arte e requer estudo e desenvolvimento de habilidades. Mesmo escrevendo por diversão, a tarefa requer um certo nível de conhecimento. Então, eu investi tempo e dinheiro com alguns cursos de escrita criativa, criação de personagem, narrativa de não-ficção e estruturação do romance. Tanta novidade, desde que terminei a faculdade, há décadas…

A vida cotidiana é uma fonte de material narrativo. Reuni muitas notas, ao longo dos dias, para depois transformá-las em  “histórias”. Cada pequeno acontecimento era um pretexto para criá-las, de forma particular, pessoal, com minha maneira única de ver o mundo.

Meus esforços não foram suficientes para satisfazer minhas intenções grandiosas de me tornar uma escritora. Diverti-me bastante criando meus personagens, descrevendo seus sentimentos e sensações e as situações pitorescas em que se envolveram. Porém, deletei tudo, no quarto capítulo…

E, embora meu plano de ser uma autora não tenha se concretizado, tenho sido bastante consistente quanto à minha escrita. Eu escrevo todos os dias, mesmo julgando meus textos simplórios demais para valer a pena publicá-los.

Escrevo porque amo escrever. Faz parte de mim, e a alegria está verdadeiramente na jornada. Quero manter as palavras fluindo, mesmo que as exclua no dia seguinte … 

Minha amiga Luma me disse que se eu fizer exercícios, minha a atividade mental chegará a perfeição. Daí não haverá mais desculpas para escrever meu livro. Minha intenção é apenas exercitar a mente. Escrevo bastante, o tempo todo, e até posso escrever um romance, mas apenas como exercício de escrita criativa, Publicação, acho que não chegarei a tanto.

Cheguei à conclusão de que meu sonho de ser escritora, na realidade, tornou-se algo vago, indefinido. Não realizei meu desejo, quando pude, e, hoje, aposentada, tenho a escrita como um de meus hobbies. Não tenho pretensões de me tornar coisa alguma. Transformei algo que amo — escrever— em uma atividade gratificante. Não um trabalho, mas uma compulsão de produzir algo por puro prazer.

Que jornada divertida está sendo! Estou satisfeita por ter optado por esta saída criativa para mim. Então, apenas aproveito a diversão.

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