Flexibilidade no corpo e na mente

À escrivaninha. 28º lá fora. Sensação de calor de 31º, em pleno outono. Será que os calores da pós-menopausa nunca me deixarão? Segundo pesquisa de cientistas ingleses, o exercício físico reduz a frequência destes fogachos. “A prática aprimora o sistema termorregulatório do corpo”, resume a fisiologista Helen Jones, orientadora do trabalho.

A rotina de me alongar todos os dias, desde o início da pandemia, melhorou minha flexibilidade. A minha professora de Ginástica sênior envia vídeos com as aulas, três vezes por semana, mas eu faço exercícios de Lion Gong todas as manhãs. Apesar disso, eu ainda não estou livre das ondas de calor.

Por outro lado, aprendi a respirar para fortalecer os pulmões e aprofundar o alongamento. Ao respirar lentamente, eu sinto que estou no controle do meu corpo. Respirar também me ajuda a diminuir o estresse e a ansiedade, nestes dias de isolamento social.

À medida que me tornei mais flexível, devido a minha rotina de alongamento, meu humor melhorou. Percebi que realmente podia melhorar a saúde física e mental e isso me motivou a continuar. Tenho usado meu tempo de alongamento para meditar sobre como me sinto e para me concentrar nas coisas positivas em minha vida.

Ainda não estou flexível o suficiente para tocar os dedos dos pés, mas chegarei lá. Eu me sinto ótima e meu corpo parece mais apto. Minha região lombar ainda me causa dores eventuais, mas eu me sinto mais forte e disposta. Consigo me concentrar mais nas tarefas após minha sessão de alongamento.

Eu me pergunto se essa nova maneira de me exercitar permanecerá comigo. Não tenho certeza se minhas aulas de ginástica em grupo serão reiniciadas. Mas estou confiante de que as ferramentas que estou usando para me exercitar, neste período de isolamento, me ajudarão a lidar com esta transição da vida, qualquer que seja o futuro.

Imagem: Oswaldo Castillo in Pexels

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