A cidade dos finais felizes

À escrivaninha. 30°C lá fora. O céu está nublado e o ar está abafado. Em breve, a primavera vem encher os dias de luz e calor.

Acordei cedo, como de costume. A claridade entra pela vidraça da janela e meu corpo reage, acordando. Continuo com o hábito recente de ler, ainda na cama, todas as manhãs. Tem sido um ritual agradável, dada a tranquilidade da hora. Leio ao som dos bem-te-vis que saúdam o dia que nasceu.

Estou lendo o livro da vez para o nosso  clube do livro. A protagonista está realizando uma antiga fantasia que tenho: viajar para uma cidadezinha pitoresca e morar lá um tempo. Em meu sonho, eu aproveitaria as belezas naturais e culturais do lugar. No livro, entretanto, isto me soa assustador. Eu teria voltado para casa no mesmo dia, se fosse a protagonista. Espero que, no decorrer da história, algo bom aconteça.

Tenho uma amiga que fez a transição da cidade para o interior e, aparentemente, está amando. Claro que não é um lugar desprovido de energia e internet. Há o conforto que a tecnologia oferece. A paisagem bucólica e a tranquilidade do lugar é um paraíso na terra. Com wifi, obviamente.

Ela conta como está feliz por viver em um ambiente mais calmo, isolado e cercado de natureza. No interior, a vida é mais reservada, com ar puro, espaço para plantar temperos, barulhinho de cigarra à noite. É uma delícia tomar o café da manhã, ao ar livre, sob o solzinho suave, ao som de bichinhos e cheirinho de mato.
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Estes pequenos detalhes são uma tentação. Quem sabe, um dia, eu tome coragem e vá ficar um tempo curtindo uma cidadezinha pitoresca. Visitar bibliotecas e museus e apreciar a comida local. E, como no livro, buscar finais felizes.

Por ora, é um apenas um sonho. Talvez, um projeto.

Foto de Engin Akyurt no Pexels

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