À escrivaninha. 19°C lá fora. Por que sinto tanto frio?
A cada manhã, decido ser positiva e silenciosa e não me envolver com coisas alheias, que não me dizem respeito ou não precisam de minha intervenção. E falho miseravelmente.
É muito melhor para todos, se a pessoa idosa agir amigavelmente. Talvez não consiga tudo do seu jeito, mas evita o estresse de uma batalha diária. Compreendo que ser mal-humorada, negativa, julgadora, crítica, rígida e reclamar de tudo não é muito bom. Também não faz as pessoas ao meu redor se sentirem bem.
A maneira de evitar isso é, conscientemente, reagir de forma positiva em minhas atitudes. Percebo que fico mais relaxada, à medida que desisto de pequenas coisas. Ainda ouço alguns: “reclama de tudo! Se mete em tudo!“. São alertas para eu relaxar e “deixar ir”.
Posso mudar minha atitude. Não posso mudar a dos outros. É importante lembrar que somos humanos e cometemos erros. Uma decisão possivelmente errada não significa o fim do mundo, e eu não preciso de ser perfeita.
Antídoto para a rabugice
Uma das maneiras mais eficientes de lidar com a tendência à rabugice é seguir o coração. Basta escolher o que eu considero ser o certo para minha sanidade mental. Manter-me ocupada com o que gosto de fazer, transfere minha atenção para longe das situações que me incomodam.
Não vejo, não sinto, não reclamo. Simples assim.
Ler na cama e fazer alongamento, ao levantar, consome uma hora de minha manhã. Em algumas, quando estou inspirada, passo um bom tempo preparando receitas saudáveis que aprendo nos vídeos da Rita Lobo. Estou cozinhando melhor e gostando disso.
Já aceitei que as meninas nem sempre curtem meus pratos, mas, elas sabem cozinhar o que querem comer. Parar de reclamar que não comeram o que cozinhei é um de meus objetivos contra a rabugice. Quando estou inspirada, ainda limpo a cozinha e o banheiro e lavo roupa na máquina. E deixo a pia sempre limpa e vazia. Aliás, este é um gatilho para reclamação: casa bagunçada e louça na pia.
Gasto algumas horas escrevendo anotações para o Clube do livro. Tenho momentos de prazer, quando escrevo rascunhos de posts e os publico aqui no blog, regados a café e música no Spotify, com fones de ouvido. Sempre.
E ainda há os jogos viciantes no celular, as conversas amigas pelos aplicativos. As lives no Instagram e no Youtube, e os cursos online no Coursera. Acrescento a meu dia, horas maravilhosas assistindo a minhas séries favoritas.
A felicidade é uma escolha e realmente importa. Escolhi cuidar de minha mente, focar no que me faz feliz e parar de reclamar. Este é, certamente, um trabalho em andamento para mim, mas estou determinada a melhorar.
O tempo dirá. Dirá?
Foto de RDNE Stock project
3 comentários em “Segredos para não ser uma velha rabugenta”