À procura de alegria

À escrivaninha. 34ºC lá fora. Céu azulzíssimo e um calor outonal maravilhoso. Amo este tempo. Dias lentos e ocupados. Decidi, no início da pandemia, que tipo de semana eu queria ter e criei alguns hábitos. Tem funcionado bem para mim, até o momento..

Definitivamente, não sigo mais nenhuma rotina específica. O que preenche a minha vida agora são atividades relacionadas a hobbies, desenvolvimento pessoal, autocuidado e exercícios físicos leves . 

O interessante é que, antes da pandemia, essas atividades não faziam parte da minha rotina diária. Não era comum eu conversar em videoconferência, por horas. Tampouco fazia exercícios todos os dias. Nem participava de cursos, palestras e atividades de desenvolvimento pessoal, com tanta frequência. Agora, com o isolamento em casa, estas coisas transformaram-se em hábitos diários, que me trazem alegria.

A alegria é uma experiência momentânea. Se algo nos faz sorrir, experimentamos alegria. É diferente da felicidade, que depende de o quão bem nos sintamos.

Posso sentir alegria, em determinadas situações, ainda que, no momento, não esteja me sentindo feliz. Procuro, diariamente, ocupar a mente com atividades e experiências que trazem alegria para a minha vida.

É verdade que não temos muitas grandes horas de alegria, nos tempos atuais. Aprender a encontrar os pequenos prazeres e a alegria das coisas simples é algo com o qual podemos nos beneficiar agora. E, assim, alimento a alma, um dia de cada vez.

Conscientizei-me de que não tenho absolutamente nada obrigatório para fazer. Nem alguém que precise de meus cuidados. A aposentadoria desobrigou-me de horários e compromissos de trabalho. E a educação online, em casa, devido à epidemia, tornou obsoleta minha tarefa de transportar minha neta à escola e aos cursos.

De certa forma, as circunstâncias atuais deixaram-me livre para realizar o que me traz alegria. Ao contrário de muitas pessoas, eu gosto de estar em casa. Aprecio meus dias e me tornei senhora de minhas horas. Se, em alguns dias, sinto vontade de não fazer nada, simplesmente, nada faço. 

Se houver um amanhã, retomo os hobbies e as atividades, ou crio novos interesses.

Imagem: Kat Jayne no Pexels

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