O pancadão levou a melhor (e eu fiquei sem saber o final da fofoca).

À escrivaninha. 25 ºC lá fora. Uma tarde de outono agradável. Não posso dizer o mesmo do clima no ambiente.

Gosto do apartamento em que moro. A vista, no entanto, não é lá muito bonita. Nada de jardim ou árvores, pois ficam no lado oposto do prédio. Vejo apenas janelas alheias.

Na pequena varanda, onde passei a manhã, sentada na rede, vi-me obrigada a ouvir um funk pancadão no último volume que vem do bloco em frente ao meu.

Agucei os ouvidos para escutar as cenas finais do filme a que estava assistindo. Sem sucesso. Entrei, fechei a porta da varanda e pus a tevê no último volume. Inútil. Fiquei sem saber se a Valéria largou o Bruno e reatou com o sem-vergonha do Victor. Vou ter que rever o episódio outro dia. Sem as batidas do pancadão cortando o clima…

E aquela história de que “a minha liberdade vai somente até o momento em que se inicia a liberdade do outro”? Não conta? Acho que se deveria acrescentar um novo item à lista de Direitos Humanos: “Toda pessoa tem o direito ao silêncio dentro da própria casa.”

A casa é o meu espaço.

Quero silêncio para ler um livro, escutar a música de que gosto, conversar com os amigos, assistir a meus filmes…

O fato é que o barulho de alguns torna a vida dos outros um inferno. Já imaginaram se os vizinhos que não conseguem desfrutar o silêncio de seus lares ligassem um bom aparelho de som, bem na janela, direcionado para o vizinho barulhento? E então tocassem, a todo volume… música clássica?

Seria um castigo e tanto para o amante do pancadão, he he. E olhe que eu gosto de funk. De vez em quando, a minha Princesinha se acaba de dançar aqui na sala também. Mas nada de estourar os ouvidos da vizinhança, que isso fique bem entendido.

E por aí, a sua liberdade vai até onde começa o funk do vizinho ou vocês têm a sorte de viver em paz?

Foto de Sam Lion

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