Gratidão por quem cuidar de mim

À escrivaninha. 21°C lá fora. O céu está lindamente azul com muitas nuvenzinhas. A primavera chegou fria e nublada, mas muito bem-vinda.

Tenho pensado muito em como tornar meu corpo sustentável para tornar a velhice mais confortável e menos dolorosa. Estou disposta a prestar mais atenção em minha alimentação, aumentar minha movimentação e desenvolver minha emoção para viver com qualidade de vida.

Durante o nosso trajeto de envelhecer, precisamos nos lembrar de que existe a possibilidade de darmos trabalho a alguém, em algum momento. Quero poder ter uma atitude de gratidão por receber cuidado das pessoas com as quais tenho cultivado amor e amizade.

O que comemos e bebemos é a matéria-prima responsável por um organismo saudável a medida que envelhecemos. Aliada à atividade física, teremos condição de superar qualquer doença que nos acometa ao longo da vida. Tenho travado uma luta com a vontade de comer doces – o último desafio para tornar minha alimentação realmente saudável.

O exercício promove a movimentação imprescindível para envelhecer bem. Nossos braços e pernas precisam estar aptos para nossa independência e autonomia quando a velhice chegar. A consciência disto tem me impulsionado a continuar a ginástica, embora não seja fã de me exercitar. O próximo desafio é voltar a caminhar e vencer o sedentarismo.

Além dos cuidados físicos, nossa mente também precisa de estímulo diário, na trajetória do envelhecimento. Ela é um tesouro, quando temos autonomia e independência. Cuidar do cérebro e fortalecê-lo nos dá condições de diminuir o impacto de possíveis doenças, como o Alzheimer. Aprender e fazer algo novo é o meu desafio para manter meu cérebro conectado e sadio.

Preciso lutar contra a preguiça de aprender algo novo. Este é o caminho para rejuvenescer e desenvolver conexões no cérebro. Além de ler e escrever bastante, sinto que preciso voltar a estudar – online, obviamente. Também quero cantar e ouvir mais músicas, e meditar durante mais tempo, a fim de estar mais serena emocionalmente. Cuidar de meu cérebro é o meu desafio principal para me capacitar a tomar decisões e promover minha conexão com o mundo.

Então, estou determinada a deixar a preguiça de lado e aumentar o cuidado com a alimentação, a movimentação, o aprendizado e a meditação. Espero ter a graça de permanecer autônoma e independente o mais tempo possível. Que a minha trajetória seja significativa e a minha história marcante para quem conviver comigo. E menos estressante para quem precisar cuidar de mim.

Foto de Maria Orlova no Pexels

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