Como enxergar além da invisibilidade

À escrivaninha. Faz 27°C lá fora. A chuva persiste, todos os dias, mas a sensação térmica beira os 30°C! Gosto que chova, pois diminui a aglomeração nas praias e nas ruas, em meio a uma pandemia. Espero…

Após a meia-idade, é comum ser ignorada e excluída de conversas, eventos e afins. Embora eu goste da liberdade que a invisibilidade da idade traz, ainda tenho a sorte de encontrar pessoas que comungam os mesmos objetivos.

Eu tenho contato diário, online, com pessoas autênticas, ousadas e brilhantes. Elas não têm medo de desafiar a ideia de que a velhice é invisível à sociedade. Eles compartilham meus desafios, meus projetos, meus pensamentos, minha sabedoria.

Tenho, também, a alegria de estar em dois clubes do livro virtuais. É fascinante poder me conectar com outros leitores e fazer novos amigos. Ambos os clubes despertam uma sensação de nostalgia de meu tempo nas aulas de literatura e nas rodas de leitura que eu ministrava. É um espaço em que minha voz é ouvida e acatada.

Envelhecer significa ter confiança em nossas convicções e fazer escolhas que nos trazem felicidade.

Tem sido uma excelente experiência de aprendizado, encontrar, ainda que virtualmente, com alguns estranhos ou com pessoas conhecidas. As discussões, nestas reuniões virtuais, em tempos de pandemia, estão funcionando muito bem. Embora acredite que todos nós gostaríamos de uma discussão real, ao vivo, em breve. Entretanto, ser flexível é fundamental, por ora. 

Envelhecer, até agora, ainda tem me proporcionado a oportunidade de fazer escolhas melhores, de aprender com meus erros e de compartilhar algum conhecimento. Há espaço para conviver com quem nos enxerga, além da invisibilidade social. Há oportunidade para aprender e para criar. Há disponibilidade para o inesperado.

Imagem: cottonbro no Pexels

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