À escrivaninha. 31 ºC lá fora. Tarde cinzenta enquanto escrevo, mas me alegro com a cantoria dos bem-te-vis e o rugido dos aviões a caminho da Base Aérea. A brisa através da cortina lembra como o verão castiga, mas logo o inverno estará por aqui! Sinto que minha inspiração para escrever despertou do sono.
Do desânimo ao novo fôlego
Passei os primeiros meses do ano travada com a edição do novo romance. Duvidei de mim mesma e me perguntei se seria mais feliz fazendo outra coisa para ganhar a vida com Literatura. Tenho consciência do absurdo desta última afirmação, mas, enfim…
Criei um plot twist envolvendo a minha protagonista, algo que não estava previsto inicialmente. Também inventei de inserir novas cenas que não faziam parte do enredo. Tantas alterações no texto me sufocavam, e eu não conseguia mais me conectar com a história. Ou com o rumo que ela tomou com as inovações.
Mas então algo mudou. Cortei os acréscimos, mas mantive a reviravolta da personagem. O romance recuperou o fôlego e o ritmo da história agora respira com facilidade. As personagens se revelam mais vivas e vê-las se desenvolverem é fantástico.
O vento a favor
Ainda há um longo caminho a percorrer. Não faço ideia de como vou amarrar todas as pontas soltas. Provavelmente haverá outra crise de confiança mais adiante e eu voltar ao modo desânimo. Quando eu não conseguir definir o arco narrativo da personagem principal, ou quando a trama começar a se desfazer.
Talvez eu deva me preocupar com isso quando chegar a hora. Por ora, vou aproveitar o vento a meu favor e a vontade de escrever. Procurar meios de manter a moticação para concluir a edição de meu manuscrito. E então, descobrir o que acontecerá a seguir.
Você prefere histórias que seguem o plano original ou aquelas que surpreendem com um plot twist inesperado no meio do caminho?
Foto de cottonbro studio