Amigos? Tenho poucos.

À escrivaninha. 19º C lá fora. Após alguns revezes na vida, aprendi a ser mais reservada e a observar com atenção as pessoas que me cercam. 

E descobri que tenho poucos amigos. E percebi que essas raras pessoas não são as que me ligam todo dia, nem estão comigo o tempo inteiro.

Evito sobrecarregá-los quando tenho problemas. Para estas ocasiões, tenho a família. Procuro-os quando tenho algo maravilhoso para compartilhar, ou quando, simplemente, tenho vontade de rir um pouco. Aliás, damos gargalhadas salutares em nossos encontros!

Entretanto, essas pessoas me surpreenderam nas horas em que eu estava mais vulnerável, e me confortaram sem eu precisar chamá-los. Estamos juntos há muitos anos, e, mesmo que nossas vidas tenham tomado rumos diferentes, continuam presentes, e aparecem em momentos especiais, para compartilhar alegria ou dor, sem esperar nada em troca.

As redes sociais ampliam as possibilidades de se conhecer novas pessoas e, quem sabe, encontrar amizades sólidas e permanentes. Mas isto não significa que devamos ficar alheios a qualquer demonstração de afeto e amizade. É preciso discernir as verdadeiras intenções. As ações falam mais alto que as palavras.

Embora as relações modernas pareçam valorizar relações temporárias e superficiais, o tempo passou, e meus poucos amigos continuam comigo. 

Contei nos dedos das mãos. São raros mesmo. Porém, eternos.

oto de Pink Sherbet Photography

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