À escrivaninha. 26 ºC lá fora. Afasto a cortina rendada e encaro um céu encoberto e enfeitado por imensas nuvens brancas. O vento frio do inverno carioca invade o quarto e prenuncia a chuva pela tarde.
Com um olho no teclado do notebook e outro na tevê, acompanho a transmissão de uma mesa da FLIP (sim, mais um ano sem ir a Paraty…). Ao mesmo tempo, driblo a dor de barriga que me surpreendeu no meio da rua, na volta do dentista. Eu mereço.
Meio ano concluído
Em compensação, uma boa notícia: terminei o meu novo romance e já o enviei a pessoas leitoras para avaliar a história. No momento, meu desejo é descansar, ficar em casa. Aproveitar o tempo para escrever posts, ler blogs e newsletters e interagir com gente nos grupos online. Procuro alegria nos jogos Hay Day e Block Puzzle e me distraio com filmes e séries, porque a espera pelas devolutivas do manuscrito é angustiante.
Tenho tido dias bons e me sinto satisfeita. Encerrei o primeiro semestre das lives e oficinas de rodas de leitura e fechei a agenda de trabalho. Não planejei nenhum projeto desta natureza para os próximos meses. Mas, sim, na maioria dos dias estou fazendo as coisas que quero fazer. E isso basta. Por ora.
Sem inventar moda
Quero tirar um semestre sabático daquelas tarefas e simplesmente relaxar. Vou me dedicar apenas a acompanhar o processo de publicação do livro. Se tudo der certo, esse será o meu presente de Natal: um novo romance no ar!
Neste ínterim, vou apenas esperar a ilustração da capa ficar pronta pela mesma artista do primeiro romance e escolher alguém especial para escrever a orelha e o prefácio (essas coisas que outras pessoas irão fazer).
Será que vou conseguir ficar um semestre inteiro sem inventar moda?
Foto de Luiza-Maria Scurtu