À escrivaninha. 23°C lá fora. Céu azulíssimo! Dia iluminado de outono. As manhãs têm sido frescas e as noites, frias. Os dias ainda continuam ensolarados. Hoje não ouvi os bem-te-vis…
A vida está voltando a algum tipo de normalidade, seja lá o que isso signifique, e as atividades aumentam à medida que retornamos ao mundo. Parece que o COVID teve que ficar em segundo plano com todos os outros acontecimentos devastadores no Planeta.
Minha semana, agora, consiste em fazer sessões de Pilates – parei com as aulas de ginástica sênior – , planejar e moderar reuniões de clube do livro virtuais, dirigir 20 minutos de ida e volta até o colégio da neta, fazer cursos de escrita criativa online, postar no blog eventualmente, cozinhar novas receitas e aproveitar a vida com as minhas meninas.
Pessoas desmascaradas
Ainda desconfio das pessoas desmascaradas e evito me aproximar delas em espaços públicos. Estou sempre em guarda. Na academia, divido a sala com quatro pessoas. No início, todas usavam máscaras. Aos poucos, as caras foram se mostrando. Continuo mascarada e com as mãos desinfetadas a cada vez que toco em algo coletivo.
Procuro focar na conexão social, que tem sido muito agradável e, claro, no benefício dos exercícios para minha mente e corpo. No início do próximo mês, receberei a segunda dose de reforço da vacina contra Covid-19. Então, tento não me incomodar tanto com os rostos descobertos alheios, para o bem de minha saúde mental.
Os clubes do livro têm sido uma maneira fabulosa de compartilhar meus pensamentos com outras pessoas que também têm paixão pelos livros. O nosso clube completará dois anos, este mês. A pandemia nos tornou leitores diferentes, virtuais, mas ainda comprometidos. Minha lista de leitura cresce a cada dia, e isto só aumenta meu prazer.
Nunca é tarde para fazer as coisas acontecerem.
Olhando para trás, percebo que escrevi apenas um post no blog, em março. Decidi me dedicar ao projeto de escrita com seriedade. Os cursos me ajudam a planejar e construir meus textos com mais segurança e fluidez. Tenho conhecido pessoas incríveis que me estimulam a acreditar em meu potencial. Enfiar-me no universo da escrita tem ocupado as horas livres de meu dia, e das noites também. Às vezes imagino , na estante, um romance escrito por mim. Já não é mais um sonho. É uma possibilidade!
Decidi me desafiar a buscar calma e alguma perspectiva, dedicando tempo para me concentrar no momento todos os dias. Ao fim do dia, quando o sono me obriga a parar, penso, por um momento, que não fiz nada o dia inteiro. Então, abro minha agenda diária no Evernote e percebo que o mais importante foi realizado. Então, respiro e digo para minha alma: “Descansa. Amanhã você continua de onde parou.”
Por ora, é isso. Um dia de cada vez.