O café ficava doce demais

À escrivaninha. 24°C lá fora. Céu azul, salpicado de nuvens com o brilho do Sol escondido atràs delas. Antigamente eu preparava meu café fortíssimo e colocava duas colheres de sobremesa de açúcar orgânico na xícara. E pensava se as dores de cabeça não seriam devido à quantidade de doces ingeridos nos últimos tempos.

O café ficava doce demais. Colocava mais café para equilibrar. Preciso diminuir a quantidade de colheres de açúcar, eu pensava. Talvez eu deva voltar à dieta, planejava.

Não gosto da palavra ‘dieta’. Prefiro uma alimentação mais consciente e equilibrada. Se eu comer com moderação – pensava, enquanto tomava uma Neosaldina – é possível manter a saúde, e, quem sabe, o peso em níveis saudáveis.

Ainda hoje, estou ciente de que os alimentos podem nos ajudar a curar desconfortos naturalmente . A maneira como preparamos nossa comida pode reduzir, evitar e até curar problemas que tentamos combater há anos. É o poder da natureza cuidando do nosso corpo.

Atualmente,consumo, regularmente, legumes, verduras, frutas e temperos frescos. Nada de frituras, embutidos e carne vermelha. O café, ainda forte, aprendi a tomar puro, sem acúcar nenhum. Entretanto, empanturro-me de chocolates, sorvetes, doces! Uma lástima.

A ideia de que mudar hábitos alimentares é mais eficaz que fazer uma dieta pode até ser muito boa. Entretanto, não é muito viável para chocólatras e viciadas em doces.

Autocontrole e determinação? É de comer?

Nas festas de fim de ano me empanturrei de rabanadas, bolos, passas, nozes e panetones. “Natal não é ‘comedoria’ nem ‘bebedoria’!”, dizia um velho amigo, quando eu era criança. Ele está certo, pensei, enquanto acabava com o restinho do panetone que estava sobre a geladeira.

Na verdade, eu não vejo dietas como um meio para emagrecer. O meu objetivo maior é ter uma vida saudável, menos propensa a doenças. Emagrecer é consequência da diminuição dos altos índices de gordura e açúcar na alimentação.

Como isso pode ser possível, se esta pessoa aqui busca esses componentes em saquinhos atrativos vendidos nas padarias e expostos nas prateleiras dos supermercados? E que as meninas trazem para casa, que fique registrado.

A resposta é: moderação.

Consciente de que não deixarei de comer doces e guloseimas, preciso me concentrar em não exagerar nas doses desses ‘alimentos’.

Ouvi a cantora Ana Carolina , que é diabética, dizer, certa vez, que as pessoas com algum tipo de problema de saúde (diabéticos, hipertensos, etc) se alimentam melhor. A preocupação com a saúde é suficiente para induzir a bons hábitos alimentares e ao equilíbrio no consumo de certas substâncias, como o açúcar, a gordura e o sal.

Nunca havia pensando sobre este prisma. Será que precisaremos chegar a este ponto? Ficar doente para comer direito?

Nada como um registro de meus excessos aqui no blog, para me conscientizar de que estou evoluindo para uma bomba calórica, com forte tendência a contrair problemas físicos. Está na hora de mudar a forma de me alimentar, para não adoecer. E não esperar adoecer para mudar a alimentação.

Refletindo fortemente sobre isto ao longo deste dia…

Foto de Piotr Miazga na Unsplash

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