Dezembro na pandemia

À escrivaninha. 31°C lá fora. Céu encoberto com nuvens e muito calor, com sensação térmica de35°. Verão está anunciando sua breve chegada.

Embora o Natal esteja chegando, ainda estou preocupada com os efeitos da Covid-19 em nossas vidas. A epidemia nos deixa meio melancólicas e na expectativa de que algo aconteça. Enquanto a vacina não chega, tentamos nos adaptar.

Tenho assistido a filmes de Natal com as meninas. Muito mais que pensei ser capaz. As meninas montaram o presépio e a árvore, tardiamente. Tenho feito rabanadas desde o início do mês. Este ano está mesmo muito diferente. Compramos presentes e enviamos pelos correios. Acho que faremos uma ceia a três.

Não decidi ainda se devo visitar papai, antes do Natal. Temo contaminá-lo, caso eu esteja assintomática. Cancelar uma visita aos pais idosos, por motivos de saúde, não é sinal de fraqueza. Pelo contrário, mostra força pois estamos protegendo os outros e também a nós.

De certa forma, a aposentadoria nos preparou para o bloqueio da Covid-19. Não precisamos nos preocupar com trabalho ou pagamento, e isso é uma bênção incrível neste mundo confinado. A aposentadoria precoce foi a melhor decisão que tomei. Poderia estar trabalhando, nesta pandemia, estressada, em home office. Flexibilidade e liberdade de muitos compromissos realmente se adequam a minha abordagem atual de vida.

Penso que não vamos voltar as nossas vidas de antes da pandemia. Mais pessoas trabalharão e estudarão em casa, penso. Eu comecei a gostar das minhas aulas de ginástica virtuais e do meu clube do livro online, e espero que continuem. Nosso mundo foi alterado permanentemente. O quanto é uma questão em aberto.

Imagem:  Elijah O’Donnell no Pexels