De que sentimentos preciso nestes tempos tão estranhos?

À escrivaninha. 23°C lá fora. Céu encoberto e uma brisa fria sugerem meias para aquecer os pés.

Estive pensando a respeito de mudanças necessárias em meu estado de espírito, daqui para a frente. Há sentimentos que, definitivamente, precisam ser alimentados. Outros, devem ser exterminados de minha vida.

Nestes anos de pandemia precisamos de muita sabedoria para equilibrar emoção e intempestividade, antes de qualquer decisão. Tem sido um desafio diário não sucumbir à dor, ao sofrimento, à tristeza, e a tantos sentimentos ruins neste momento tão difícil para o mundo.

Percebi, em minhas reflexões pessoais, que o importante é como eu preciso me sentir; e não como eu desejo me sentir. Porque, nem sempre, nossos desejos coincidem com nossas necessidades. Ou com nossas possibilidades.

Preciso mesmo sentir estresse, preocupação, tristeza, raiva, revolta o-dia-inteirinho? Definitivamente, não! Passar um dia inteiro alimentando sentimentos ruins por algo que aconteceu é muito doloroso. O peito aperta, a mente perde o foco, nada nos desperta o interesse. A tristeza devora nossa saúde. Precisamos disso? Não! Então, luto para não me deixar abater.

Fujo dos problemas? Absolutamente. Apenas luto ferozmente para não permitir que os sentimentos ruins que eles produzem somatizem em minha saúde emocional e física.

Passei a prestar mais atenção ao que me faz feliz no durante o dia. E esta perspectiva melhora, consequentemente, o meu humor. Forço-me a fixar minha atenção aos acontecimentos bons que compensem as coisas ruins, inevitáveis, também. E a resistir ao ímpeto de apenas mergulhar nos problemas e não atentar ao que me faz feliz.

É um exercício de reflexão constante. Este  ano de 2021 está muito intenso e contraditório. Minha mente está fervilhando. Definitivamente, preciso me esforçar para manter o equilíbrio emocional e a saúde mental. Já não estou mais com idade de vivenciar fortes emoções.

Preciso me sentir mais agradecida pela minha vida e pela vida das pessoas com que tenho de compartilhar cada dia. E perceber que posso escolher não manter sentimentos ruins que se sobreponham aos bons. É um aprendizado diário.

Imagem:  cottonbro no Pexels

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