A literatura me ensinou a esperar e a ir embora.

À escrivaninha. 23 ºC lá fora e céu nublado. O vento balança a janela de vidro e levanta as cortinas rendadas. Ontem, eu venci o relógio em uma sala de espera, em pleno prazer do texto. Enquanto a médica não chegava, o ponteiro da clínica de alergia dava duas voltas inúteis. Neste intervalo, passei por … Ler mais

A criança que eu fui diante da devastação da natureza

À escrivaninha. 28°C lá fora. Céu azul salpicado de nuvenzinhas tímidas neste domingo de primavera. Ainda me lembro das brincadeiras ao ar livre, no quintal de casa, do cheiro do mato, das cores vibrantes das flores das árvores, do sabor das mangas carlotinhas e das goiabas colhidas no pé. Momentos em que a natureza era nossa … Ler mais

Notas além da vida

À escrivaninha. 22°C lá fora. O céu está encoberto e sombrio. Um vento frio entra pela janela e prenuncia a queda da temperatura. Diários e cartas capturam momentos, medos, alegrias e segredos. Tenho refletido sobre como tais escritos podem sobreviver a nós e revelar camadas esquecidas. A ideia de que, no futuro, alguém os leia … Ler mais